Estar no mundo digital é quase uma obrigatoriedade para as marcas.

É conhecida a potencialidade dos canais digitais, sendo que a mais importante é a possibilidade de serviços de atendimento ao cliente 24 horas por dia. A proximidade das marcas com as pessoas aumenta exponencialmente assim como os insights para o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Contudo, para estar presente no mundo digital é preciso estar preparado. Ter uma estratégia bem definida é obrigatório. A presença online através de um website, redes sociais ou outra plataforma digital impõe ter consciência do que pode acontecer e ter capacidade para responder de forma assertiva. Transparência e credibilidade são dois valores imperativos a considerar na conquista dos canais digitais.

Para uma escolha assertiva dos meios digitais, as marcas devem traçar uma estratégia de comunicação determinada e coerente. Devem garantir que está alinhada com os seus valores e missão. As marcas devem estar integradas na comunidade, serem aceites por ela, e sobretudo, fazer coisas pelas pessoas.

A inovação digital

Atualmente, a maioria dos clientes compara modelos na Internet antes de comprar. Na verdade, não decide se compra sem antes conhecer o produto. É o chamado efeito ROPO ‘research online, purchase offline’. De acordo com a Revista Forbes, este efeito varia consoante a categoria de produtos. É mais expressiva em em produtos de tecnologia, automóveis e electrodomésticos.

Todavia, o relatório internacional da Nielsen “Global Connected Commerce” revela que os consumidores confiam cada vez mais no processo de compra online. Nasceu um desafio para as marcas: devem estar preparadas com sites e-commerce para um novo tipo de consumidor always on.

Desalinhamentos

O The Wall Street Journal diz que, em média, cada millennial usa 3,7 redes sociais diferentes. Ainda de acordo com a publicação norte-americana, o Top 10 dos empregos mais procurados em 2010 não existia em 2004. Estamos a preparar jovens para empregos que ainda nem sequer existem, conclui. Uma reflexão que se revela preocupante quando o principal risco da revolução digital é não se estar preparado para ela. Ou seja, a eventual falta de capacidade das empresas e demais agentes da sociedade para lidar com as incertezas.

A certeza?

A incorporação do digital nas estratégias de negócio é crítica para as marcas. Não só pela adesão a novas tecnologias, mas também pela reavaliação contínua do modelo de negócio face a clientes cada vez mais digitais.


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Alexandra Sobral Carreira é a escritora digitalgreen de Outubro. O artigo, sob o título ‘A gestão de marcas online e a inovação digital’, esmiúça a presença das marcas no ecossistema digital e como desenhar estratégias que permitam resultados de sucesso.

– Head of Marketing and Communications na JP Sá Couto.